A juíza Júnia de Souza Antunes, do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), determinou que a reintegração de posse do plenário da Câmara Legislativa seja cumprida imediatamente pela Polícia Militar do do Distrito Federal. O local está ocupado por manifestantes que pedem a saída do governador José Roberto Arruda (DEM) --suspeito de participar de um esquema de corrupção.
Se a ordem não for cumprida em 24 horas, ela determina que a reintegração de posse seja feita pela Superintendência da Polícia Federal.
A juíza, em seu despacho, afirma ainda que o secretário de Segurança Pública do DF, Valmir Lemos, será processado por desobediência se a reintegração não for feita nessas 24 horas.
Na sexta-feira, ela determinou que a reintegração de posse fosse feita. Como não houve acordo com os manifestantes, a reintegração ficou para hoje. Só que a PM enviou apenas 12 policiais para retirar cerca de 60 manifestantes.
Temendo que a reintegração fosse feita de forma violenta, o presidente em exercício da Câmara, Cabo Patrício (PT), pediu para adiar a operação. Num primeiro momento, a juíza suspendeu a reintegração e deu prazo até amanhã para retirar os manifestantes do local. No novo despacho, ela diz que a desocupação tem de ser imediata.
O coronel do 3º batalhão da PM, Claudio Armon, disse hoje que faltou efetivo para fazer a desocupação. "Esse [12 homens] não é um efetivo para a reintegração. Para usar esse numero diante desses 60 manifestantes, teríamos de usar força desnecessária\'" disse ele.