Não foi fácil para Cícero Almeida digerir a “falta de apoio” dos partidos aliados a sua conclamação pela candidatura ao governo do Estado, o prefeito de Maceió não entende porque ele com quase 80% de aprovação e bem na frente em pesquisas com todos os candidatos possíveis, inclusive Fernando Collor, não é o candidato indicado pelo grupo de oposição ao governo Téo.

Apesar de não admitir o prefeito ficou muito irritado com a postura do PT, do PMDB e principalmente de seu partido o PP, que para ele não deu o apoio necessário para ele se anunciasse candidato ao governo.

Almeida já identificou a intenção de Renan e Collor de lançar Ronaldo Lessa para o governo, mas acreditava que o apoio de Benedito de Lira e do PT e principalmente o clamor popular fizesse com que os senadores mudassem de idéia.

Aliás deste grupo apenas Ronaldo Lessa se livrou do desapontamento de Almeida,pois além de ligar para o prefeito anunciou publicamente que apoiava Cicero para o governo e por isto mesmo não foi chamado para a segunda reunião do Chapão que contou com Collor, Renan, Benedito de Lira e João Lyra.

O prefeito recuou de seu anúncio, mas agora aliados a ele dizem que ele vai passar o fim de ano pensando na possibilidade de se lançar candidato ao governo mesmo sem o apoio de Renan e Collor, o que mudaria o quadro eleitoral alagoano e faria com que os dois senadores tivessem que se aproximar novamente de Téo, com quem eles tem coincidentemente intensificado as conversas.