A Autoridade Nacional Palestina (ANP) mantém contato com todos os países da União Europeia (UE) para que, na próxima segunda-feira, o bloco aprove um documento pedindo a criação de um Estado palestino com Jerusalém Oriental como capital, disse o ministro de Relações Exteriores palestino, Riad al-Maliki.

Em declarações publicadas neste sábado pelo jornal "Al Ayyam", editado na cidade cisjordaniana de Ramallah, o diplomata ressaltou que o objetivo da ANP é fazer frente à pressão de Israel na UE para que o documento perda contundência.

Maliki disse que a ANP tem entre suas principais prioridades a aprovação dessa minuta, elaborada pela Suécia, à frente da Presidência rotativa do bloco, e cujos detalhes foram publicados esta semana pelo jornal israelense "Haaretz".

Para a ANP, o sinal verde da UE ao texto seria "essencial", porque "impulsionaria o processo de paz" e permitiria levar o tema "ao Conselho de Segurança das Nações Unidas", onde os palestinos querem que um Estado da Palestina com as fronteiras anteriores às da Guerra dos Seis Dias (1967) seja reconhecido.

"Uma vez aprovado o documento sueco, pediremos à União Europeia que o transforme em um projeto que seja levado ao Conselho de Segurança para sua aprovação", afirmou Maliki.

O ministro, no entanto, reconheceu as diferenças de opinião entre os países da UE sobre o conflito entre palestinos e israelenses. Ele revelou ainda que alguns Estados propuseram mudanças na minuta, como pedir que Jerusalém algum dia seja a capital dos dois Estados (israelense e palestino).