A discussão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal sobre processo que pode dar início a um novo pedido de impeachment a ser encaminhado pela Ordem à Mesa Diretora da Câmara Distrital acontece em clima acalorado. Os conselheiros se revezam para argumentar e divergem sobre a intervenção da OAB no inquérito que aponta o governador José Roberto Arruda como chefe de esquema de corrupção instalado no Governo do Distrito Federal.

O conselheiro Wilfrido Marques discursou sobre o risco de a Ordem estar se precipitando ao pedir o impeachment de Arruda antes mesmo de seu partido, o Democratas, apontar culpa ou inocência do governador, decisão marcada para o dia 10.

Os conselheiros quebraram o protocolo e interromperam o discurso do jurista, alegando que a OAB não pretende fazer pré-julgamento, mas responder ao clamor da sociedade que está "estarrecida" com as imagens que mostram Arruda recebendo dinheiro. O barulho tomou conta da sala e a presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, pediu silêncio.

As discussões, neste momento, giram em torno do vice-governador Paulo Octavio. O conselheiro Marcos Resende tomou a palavra para fazer a defesa do vice de Arruda. Resende argumentou que Octavio não foi flagrado em nenhum vídeo ou gravação da Polícia Federal e apenas um funcionário seu é citado no inquérito. Por essa razão, o nome do vice não poderia ser incluído no pedido de impeachment.

- Aparecem indícios, mas sem gravações envolvendo o vice-governador. Mas há gravação do senhor Marcelo Carvalho, diretor do grupo Paulo Octavio, recebendo dinheiro no gabinete de Durval.