cineasta Roman Polanski deixou nesta quinta-feira (3) a cadeia de Winterthur, na Suíça, onde estava detido desde o final de setembro, em direção a "outro lugar" por "motivos de segurança", informou à agência de notícias AFP um porta-voz do Ministério da Justiça do país. A previsão era de que ele fosse transferido para prisão domiciliar nesta sexta-feira após pagar fiança.
"Polanski foi transferido do cárcere de Winterthur a outro lugar por motivos de segurança e de proteção à pessoa", declarou o porta-voz do ministério, Folco Gallli.
A justificativa da transferência a um lugar não revelado é a presença de numerosos meios de comunicação nos arredores da cadeia que poderiam impedir uma saída "tranquila" do cineasta.
De acordo com a agência Efe, Polanski aguarda em um centro de detenção para, na manhã desta sexta, ser levado para o chalé que possui na estação de esqui de Gstaad, na Suíça. Em sua casa, o diretor será vigiado eletronicamente 24h por dia através de uma pulseira eletrônica e de um conjunto de câmeras de segurança e alarmes que já foram instalados.
Durante a prisão domiciliar, o cineasta poderá receber visitas, realizar telefonemas e usar a internet. Polanski também não está proibido de promover festas particulares.
Polanski é considerado fugitivo pela Justiça americana desde 1978, quando deixou o país sem autorização após ter sido declarado culpado por ter mantido relações sexuais com uma adolescente de 13 anos. Após várias tentativas de capturar o cineasta - que nunca mais voltou aos EUA -, Polanski foi finalmente detido pela polícia de Zurique em 26 de setembro deste ano, quando chegava à cidade para participar de um festival de cinema.
Desde então, autoridades dos dois países têm realizado conversas para decidir se o cineasta será ou não extradidado para solo americano. Se devolvido aos EUA, Polanski enfrentará uma pena máxima de até dois anos.
O diretor de nacionalidade franco-polonesa tem entre seus filmes "O pianista", vencedor do Oscar de 2002, "O bebê de Rosemary" e "Chinatown".