Amigos, familiares e componentes da sociedade participaram na tarde desta quarta-feira (02), de uma caminhada em protesto pela morte do moto boy Janderson Aquino da Silva. Eles pediram justiça no caso em que, segundo a família, ocorreu negligência médica no atendimento ao rapaz.

Janderson foi vítima de um acidente de moto no dia 26 de novembro por volta das 7 horas da manhã, quando realizava uma entrega de compras de um supermercado em que trabalhava. O rapaz tentou desviar de um garoto que atravessou a rua rapidamente, perdeu o controle da moto e acabou caindo.

Com a queda, ele sofreu uma fratura exposta em um dos tornozelos e chegou à unidade logo após o socorro do SAMU. O moto boy deu entrada na Unidade de Emergência do Agreste por volta das 8 horas e apesar da gravidade da lesão só foi encaminhado para o centro cirúrgico por volta das 16 horas.

De acordo com o irmão da vítima, Jamerson, e mãe Rosana Aquino, os enfermeiros informaram que os médicos estavam em greve e não estariam dispostos a atender ninguém. O fato foi negado pela direção da UE de Arapiraca e pela Sesau em nota oficial.

Mas o que intriga a família e a todos é o fato da demora no atendimento do jovem que se encontrava consciente e sentindo fortes dores, com uma fratura exposta, durante toda a manhã e quase toda a tarde a espera de atendimento no corredor do hospital.

Outro fato que intriga os familiares e reforça a tese da greve é que esta semana médicos cirurgiões, anunciaram greve em Maceió e Arapiraca mas o problema foi logo resolvido pela Sesau.

Uma sindicância foi criada para apurar o que aconteceu no atendimento ao jovem para tentar descobrir de quem foi a negligência denunciada pelos familiares.

A mãe do rapaz também denunciou que a UE de Arapiraca se negou a liberar os exames e todas as documentações a respeito de seu filho e que ó conseguiria essa documentação através de ordem judicial.

A família confirmou que contratou um advogado e pretende entrar com um recurso na justiça para conseguir os laudos médicos e exames do tratamento de Janderson durante o período em que esteve na unidade hospitalar, além de um processo judicial contra a unidade por negligência médica.