O meio-campista Diego Souza teme que os incidentes que ocorreram com o time do Palmeiras nos últimos dias prejudiquem o futuro da equipe. Para o camisa 7, alguns jogadores que reforçariam a equipe alviverde em 2010 podem desistir de vestir a camisa do time. Na véspera da partida contra o Atlético-MG, o ônibus da delegação foi apedrejado e, na última terça-feira, o atacante Vagner Love foi agredido por três membros de uma organizada, que acabaram presos.

"Isso é prejudicial para o clube e você vê outros jogadores com possibilidade de vestir a camisa do Palmeiras. Fica complicado, ninguém é uma máquina, coisas acontecem dentro de uma partida de futebol. De repente o atleta pode recusar vestir a camisa do Palmeiras por essa situação. Só muda tendo personalidade e dando a cara para bater. Nem devemos mais responder sobre essas coisas porque isso é caso de polícia. Temos que focar no último jogo, honrar a camisa, e jogar com toda honestidade que jogamos", afirmou Diego Souza.

Além disso, o camisa 7 acredita que além dos reforços não chegarem, alguns atletas importantes podem deixar o clube por conta da violência.

"O jogador vai pensar dessa maneira. Todo mundo gosta de segurança para trabalhar. Acho que o cara tem que ter personalidade, lidar com essa situação e isso não acontece só aqui no Palmeiras. O jogador vai sair daqui e ir para outro time o cara tem que ter a mesma postura, de vencedor, se doar, porque assim você não vai ter problema com ninguém", completou.

Caso acontece mais vezes, a diretoria do Palmeiras cogita a possibilidade de contratar seguranças para os jogadores. E Diego Souza concorda com o clube em prezar pelos seus funcionários.

"A diretoria sempre faz o melhor para os atletas e de repente se essa situação se agravar nesse tempo, no próximo ano se algo vier a acontecer vão botar segurança para todos ficarem mais tranquilos com sua própria família e fazer suas coisas", opinou.

"Não é assim que se cobra. De repente algum jogador pode estar com segurança e acontecer algo mais desagradável. Somos homens, mas quando saímos de dentro do campo a gente deixa de ser jogador. Ninguém gosta de apanhar na cara de outro homem", completou o jogador.