Maior artilheiro de uma única edição de Campeonato Brasileiro, quando anotou 34 gols pelo Atlético-PR em 2004, Washington não apresenta em seu currículo um título de relevância no futebol nacional. Próximo de quebrar o jejum individual, o camisa 9 disse que daria a vida para erguer o troféu, que, para o São Paulo, representaria o heptacampeonato.

Há cinco anos, o centroavante chegou perto, porém o Atlético-PR perdeu a liderança para o Santos na penúltima rodada e acabou como vice. Em 2008, pelo Fluminense, Washington deixou o título da Libertadores escapar na final, quando sucumbiu nos pênaltis diante da LDU, do Equador.

"Existe a lição de 2004, quando perdemos o título na penúltima rodada. Quando penso naquele ano, nem consigo dormir, foi um sofrimento muito grande. Agora depende de mim mudar a história", comentou, na manhã desta quinta-feira, após treino no CT da Barra Funda.

"Todos aqui têm muita vontade de ganhar esse título, só que mais do que eu ninguém tem. Pode ser igual, mas não mais. Se precisar dar a vida para conquistar, eu darei", concluiu.

Artilheiro do time do Morumbi no certame com 12 gols, Washington viveu um ano de altos e baixos. Principal reforço da diretoria para a temporada, chegou a ficar no banco de reservas e por diversas vezes foi vaiado pela torcida. Na reta final, voltou a marcar gols e garantiu um lugar no ataque, ao lado de Dagoberto - Borges virou reserva.

"São várias situações para eu provar. Tem a derrota de 2004. Fui artilheiro duas vezes, mas não campeão. Pelo que aconteceu no São Paulo esse ano, por isso a vontade grande de realizar esse sonho. Estou abdicando de muitas coisas por esse título", finalizou o atleta de 34 anos.