O Corinthians espera iniciar a Copa Libertadores sem argentinos e brasileiros na primeira fase. Para isso, o clube conta com a palavra do presidente da Conmebol, Nicoláz Leoz, que assegura o time do Parque São Jorge como um dos cabeças-de-chaves da competição.

A definição dos oito grupos da Libertadores ocorrerá nesta sexta-feira à tarde, em Assunção, Paraguai, na sede da Conmebol. O Corinthians é representado pelo presidente Andres Sanchez.

A escolha dos cabeças-de-chaves para a Libertadores mistura força política e análise do retrospecto de países no torneio anterior.

No regulamento da edição disputada neste ano, o Sport, por exemplo, deveria ser cabeça-de-chave (havia conquistado o título da Copa do Brasil), mas foi cortado da lista, ficando como segunda opção na escolha dos grupos.

O regulamento previa a inclusão do Sport, mas a Conmebol "anulou" a determinação. O Corinthians está certo de que será colocado como cabeça.

Reforço corintiano para o torneio, o meia-atacante Defederico releva a possibilidade de enfrentar times que atuam em grandes altitudes.

"Não tem que ficar pensando se vamos jogar com altitude. O Corinthians está montando um time forte para enfrentar qualquer um. Isso não nos preocupa".

Teoricamente, o cabeça-de-chave enfrenta adversários mais fracos, mas não está descartada a possibilidade de encarar times do Brasil e Argentina logo na fase inicial.

Neste ano, haverá número recorde de participantes: 40. Dois times mexicanos estão classificados por antecipação às oitavas, San Luís e Chivas, regalia oferecida pela Conmebol para compensar a expulsão de ambos das fases finais da Libertadores de 2009.