Foi novamente adiada no Senado a votação do protocolo de adesão da Venezuela como membro pleno do Mercado Comum do Sul (Mercosul), bloco econômico que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Desde o começo do mês, cogitou-se votar o protocolo de adesão da Venezuela em pelo menos três ocasiões, nos dias 4, 10 e 18. Em todos os casos, o governo suspendeu o tema por falta de segurança quanto ao número de votos de que dispunha.
Esse é o último passo legislativo para o Brasil ratifique a entrada de Caracas no grupo, e o protocolo de adesão passaria a depender apenas da aprovação do parlamento paraguaio para entrar em vigor.
Histórico
O Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul nasceu em Caracas em 4 de julho de 2006, firmado pelos presidente dos países membros permanentes do bloco e por Hugo Chávez, da Venezuela. O passo seguinte para que pudesse entrar em vigor é sua ratificação em cada um dos parlamentos nacionais envolvidos. Desde então, já deram voto positivo os parlamentos da Venezuela, da Argentina e do Uruguai.
No Paraguai, o tema quase foi levado ao Congresso no último mês de agosto. Porém, com medo de que a oposição impedisse a aprovação, o presidente paraguaio, Fernando Lugo, suspendeu a discussão e o tema continua pendente.
No Brasil, o plenário da Câmara aprovou o protocolo de adesão em dezembro de 2008, por 265 votos a 61, com seis abstenções. Depois disso, o documento passou pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul e, em 29 de outubro, foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado por 12 votos a 5, abrindo caminho para o último passo: a votação em plenário no Senado.