Ás vésperas de iniciar a pré-temporada para 2010, o presidente do conselho deliberativo do Corinthians Alagoano, João Feijó(foto), surge não para causar polêmica, mas para trazer um caminho, que no seu entendimento, poderá salvar o futebol de Alagoas.
Não é novidade para absolutamente ninguém que a visão do clube tricolor está ligada a valorização de jovens jogadores, sejam estes, formados na base, surgidos em qualquer lugar do país ou trazidos para o clube em parceria com clubes ou empresários, que vislumbram no Corinthians, o caminho curto para uma carreira de sucesso no exterior.
Este ano, o Corinthians adotou esta política e foi bem. Em quatro competições disputadas, o Corinthians foi finalista em todas e acabou com quatro vices-campeonatos, sendo o mais destacado deles, o titulo de vice-campeão alagoano de profissionais, que lhe garantiu a disputada da Copa do Brasil em 2010.
O feito foi conquistado com um elenco jovem, basicamente formado por jogadores oriundos da base tricolor e complementado por jogadores oriundos de uma parceria com Santo André.
Nesta visão pelo menos quatro jogadores se projetaram e o clube acabou apostando em negócios futuros. O zagueiro Ewerton, o volante Lucas e o atacante Afonso, destaque do clube na competição e uma das revelações do alagoano, foram todos para o Palmeiras. Além disto, outro jovem valor revelado no próprio clube, o meia Marco Antonio voltou ao futebol do exterior, para experimentar o mercado alemão.
Depois de um ano onde a visão de investir em jovens foi a tônica, João Feijó determinou que em 2010, a radicalização será a tônica. O clube já definiu que terá como base um elenco muito jovem, promissor e barato. Os números apresentados até agora, deixam dúvidas no ar, mas o clube afirma que o caminho será este.
“Não teremos no nosso elenco jogadores acima de 23 anos. A nossa média de idade atualmente é de 18 anos e três meses. Além disto, nossos salários não ultrapassarão R$ 1 mil”, jura a todos com quem conversa, o dirigente tricolor, João Feijó.
A radicalização tem uma razão de ser. “O futebol alagoano através da imprensa, federação e os clubes precisam fazer urgentemente uma reflexão no nosso futebol. A crise financeira mundial, a falta de investimento na base, a falta de divulgação do nosso futebol no sul do Brasil, são os motivos para o nosso futebol viver uma crise terrível. É necessário criar uma marca para que possamos vender nosso campeonato para fora e para que ele seja divulgado em sites, jornais e tv’s fora de Alagoas”, declarou João Feijó.
Ainda segundo Feijó, baseado nesta crise é que os nossos principais clubes – CSA, CRB e ASA, estão a cada dia que passa devendo mais. “A cada dia se deve mais ao poder público, através da receita federal, INSS e FGTS, as ações trabalhistas de avolumam e nada é feito concretamente. Este ano, o discurso está sendo repetido:“Este é o ano da base”. Infelizmente durante o campeonato muda tudo. Torço para que isso não aconteça, mas este poder ser mais um ano a sermos enganados por discursos falsos”, insinuou Feijó
