O encanto entre a torcida e o time do Atlético-MG parece ter acabado. Depois da terceira derrota consecutiva da equipe (1 a 0 para o Internacional, no Mineirão, no domingo) a massa soltou o grito de "timinho", incomodando os jogadores. Um dos mais insatisfeitos foi o volante Correa, que não poupou críticas à reação das arquibancadas.

"Eu não posso concordar. Um timinho não consegue ficar 90, 95% entre os primeiros colocados de um Campeonato Brasileiro equilibrado, difícil do jeito que é. Mas o torcedor tem o direito de fazer o que quiser. De repente, ele era mais contente em 2006 ou 2007, quando o Atlético caiu ou brigava para não cair", cutucou Correa.

Entretanto, o jogador reconheceu que o time novamente não foi bem. "Por outro lado, a gente entende o torcedor que mais uma vez veio, incentivou e a gente, infelizmente, dentro de campo, não conseguiu corresponder. Ficar chateado, todo mundo ficou, porque foi mais um jogo decisivo, mas agora é hora de ter a cabeça fria", afirmou.

O volante acredita que o time é capaz de conquistar ao menos a vaga na Libertadores e espera voltar a contar com o apoio da torcida. "A gente não pode se abater. Quem acreditar que venha, porque vamos procurar fazer o melhor nestas duas últimas partidas (Palmeiras, em São Paulo, e Corinthians, no Mineirão) e ver o que acontece. Independente do incentivo, vamos terminar dignamente", concluiu.

Antes da derrota para o Inter, o Galo também já havia sido batido pelo Coritiba (1 a 0, no Couto Pereira) e pelo Flamengo (3 a 1, no Mineirão).