Henrique Guedes da Silva, o Catanha, nascido em Recife, Pernambuco, é um futebolista brasileiro de nacionalidade espanhola. Estreou no São Cristóvão de Futebol e Regatas (1990 a 1994) passou para o CSA, de Alagoas, como artilheiro, tendo marcado 31 gols no campeonato alagoano de 1994.

O atacante defendeu o União São João, em 1995 e, nesse ano passou para o Belenenses de Portugal. Em 1997/1998, jogou pelo Leganés, em 1999 pelo Málaga, e em 2002 pelo Celta de Vigo, da Espanha; neste período destacou-se como goleador da Taça de Espanha. Em 2004, jogou pelo Krylya Sovetov, da Rússia, mas em 2005 voltou ao Brasil para jogar pelo Atlético Mineiro.

Com exclusividade na manhã deste sábado (21), o Portal Cada Minuto conversou com o atacante Catanha, que deixou o CSA há quartoze anos e se encontra atualmente no futebol espanhol defendendo o Estepoña, do mesmo grupo da equipe do Malaga.

O ídolo azulino conquistou o titulo estadual de 1994 pelo CSA, quando era comandado pelo técnico Freitas Nascimento e tinha como companheiros no ataque Wilson e Dino, pois na ocasião o time azulino chegou a marcar 102 gols na competição.

Na ocasião Catanha foi o artilheiro do campeonato estadual com 31 gols.

Cada Minuto: O que você tem de conhecimento sobre o atual momento do CSA?

Catanha: Bom. Eu acompanho todos os acontecimentos do futebol alagoano, principalmente do CSA, pois, achei legal ter ficado na Primeira Divisão, agora é tentar fazer um bom time e, ir tentando pagar as coisas que deve.

Cada Minuto: O que o CSA tem representando na sua vida pessoal e profissional?

Catanha: Não tenha duvidas, o CSA pra mim é tudo. Gosto muito desse time, sou torcedor fanático do azulão.

Agora o que não gosto, é quando fico sabendo que pessoas que querem ser diretor apenas para fazer as coisas erradas e deixam dividas para os próximos dirigentes que entram para assumir.

Cada Minuto: Falando nisso. O que você acha de políticos administrando o CSA?

Catanha: Logicamente que é muito complicado. Mas, seja lá quem for que esteja administrando, peço apenas como torcedor que não façam como os outros que por ai passaram. Sobretudo, passam apenas para deixar dividias e complicar a vida do time.

Cada Minuto: Você acha que por tudo que aconteceu com o CSA em 2009, esse ano de 2010, é o ano do CSA?

Catanha: Não, não é que seja o ano do CSA. Os dirigentes têm que fazer um time competitivo para que no futuro seja melhor para todos: Dirigentes, torcedores, atletas e funcionários.

Tem que ser feito um bom time e aproveitando a prata da casa, para que no futuro sejam vendidos alguns atletas e o clube venha tirar proveito disso tudo e até mesmo para suprir as despesas que tiveram na formação da equipe e do próprio profissional.

Cada Minuto: Você acredita que o CSA é viável?

Catanha: Sim. O CSA é viável. Esse é o propósito, todos nós sabemos disso, agora as coisas tem que ser feito com responsabilidades.

Cada Minuto: O CSA tem apenas R$ 70 mil para montar a equipe que vai disputar o campeonato alagoano. Pela sua experiência dar pra formar uma boa equipe?

Catanha: Sim, acredito. Mas com uma condição: Na equipe tem que ter alguns atletas formados no próprio CSA, e trazer apenas um número pequeno de jogadores experientes.
Veja bem, acredito para o campeonato estadual, uma folha entre R$ 70 a R$ 80 mil reais, sabendo formar a equipe, faz um time muito competitivo.

Cada Minuto: Você está com quantos anos? E como está sua forma física?

Catanha: Estou muito. O Ronaldo Fenômeno está gordo e está marcando gols diretor. Eu estou parecendo que estou com vinte anos, mas estou fininho. Também marcando muitos gols.

Cada Minuto: Depois de tantos anos fora dos gramados de alagoas, você ainda tem vontade de atuar defendendo as cores do Azulão do Mutange?

Catanha: Sim. Lógico, gosto muito do CSA, quero jogar ai no azulão pelo menos um ano ainda, para fazer esta torcida gritar de novo com os meus gols.