Ameaçado de impeachment pela oposição, o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, seguirá à frente do clube das Laranjeiras até o final do seu mandato. Nesta quinta-feira (19), apenas 103 conselheiros marcaram presença na reunião extraordinária para decidir sobre a saída do dirigente. Contudo, como o mínimo necessário de conselheiros para abrir o inquérito era de 150, ficou constatada a falta de quorum e a manutenção do dirigente até dezembro de 2010.
O presidente do Conselho Deliberativo do clube, Carlos Henrique Mariz, explicou a não votação do caso.
- Fiz tudo o que determinava o estatuto do clube e convoquei uma primeira reunião para às 19h30 [horário de Brasília]. Esperei durante meia hora para fazer a segunda convocação. Depois, aguardei por mais dez minutos. Porém, por falta de quórum, a reunião foi cancelada. Assim, o presidente Horcades continuará no cargo até o fim de seu mandato e não há como recorrer da decisão.
Ciente do resultado favorável, Horcades deixou as Laranjeiras sem falar com a imprensa. Apenas o presidente da Comissão Disciplinar, Júlio Domingues, pronunciou-se a favor do dirigente.
- Fez-se a democracia. Eles [oposição] tinham todo o direito de pedirem o impeachment. Mas não conseguiram convocar conselheiros suficientes.
Dessa forma, a maior repercussão do resultado ficou por conta da própria oposição, que seguiu com os ataques contra o presidente do Fluminense, liderados por Sílvio Kelly, ex-presidente do Flu e um dos mais influentes opositores de Horcades.
- Infelizmente, a reunião acabou marcada para a véspera de um feriado prolongado. Além disso, fecharam o estacionamento para que os conselheiros não parassem seus carros lá. Não nos calaremos. Temos de assumir o clube e nosso comando apenas foi postergado para a próxima.
Os conselheiros pediram outra reunião, sem data marcada, para solicitarem o impeachment do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Mariz.