A diretoria do São Paulo afirma respeitar decisões do bastidor, disse que recorrerá das sentenças contrárias ao clube, mas acredita que interesses de terceiros estão influenciando nas decisões do STJD. O recado tem como alvo o Flamengo, concorrente ao título do Brasileiro.
Vice de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, teme que o Flamengo ganhe apoio do Tribunal e CBF nesta reta final do Brasileiro. Apesar do comentário, Silva declara que o time paulista não perderá o título na "mão grande".
"As pessoas [que julgam] têm desejos, vontades, interesses. Mas isso precisa ser feito de maneira lícita, dentro de campo. Não vão nos tirar esse título na \'mão grande\'. A gente não vai ser influenciado por essa pressão. Nessas horas o São Paulo cresce. Se eles não queriam que o São Paulo ganhasse, tinham que nos avisar logo no começo do campeonato", ironizou o dirigente, em contato com a imprensa nesta quinta-feira, no CT da Barra Funda..
Na quarta-feira, Borges, Dagoberto e Jean foram punidos com três jogos de suspensão cada. Silva considerou abusivo o gancho aplicado em Jean, questionando as decisões do STJD.
"Pode ser que haja interesse do Flamengo ser campeão. É um time de massa. Nós temos medo de que aconteça algo fora de campo", disse. "Mas a punição do Jean foi absurda. Não estou pondo em dúvida a lisura do Tribunal, mas como ele pode ter tido a mesma punição do Borges".
Para os jogos contra o Goiás e Botafogo, o São Paulo espera contar com André Dias e Hugo, que se desentenderam durante a partida frente ao Vitória. Para Silva, o atrito em nada se assemelha à confusão envolvendo Obina e Maurício, do Palmeiras.
"Com o Obina, houve agressão física. No caso do André Dias e Hugo, houve desentendimento. Uma coisa totalmente diferente. Não tememos perdê-los".
Suspensos, Hugo e André Dias não enfrentam o Botafogo, domingo, no Engenhão.