Sinceramente, não acredito na demissão coletiva da diretoria do ASA. Acredito que os dirigentes estão adotando uma posição equivocada, que objetiva colocar no canto da parede aqueles que podem e devem ajudar o clube.
A demissão coletiva seria um gesto de incompetência dos dirigentes que conduziram o ASA a uma grande conquista, que foi o acesso à Série B, depois de um ano brilhante.
O ASA precisa funcionar como empresa, buscando meios de gerar sua sobrevivência. Claro que não é de um dia para outro que se faz isso, mas com competência os caminhos podem ser abertos.
A ajuda do Poder Público é fundamental, porém só isso não garante a vida de clubes. Os governos do Rio Grande do Norte e da Paraíba ajudam seus clubes no Campeonato Brasileiro. No entanto, as más administrações não seguram as agremiações na segunda divisão.
Não acredito que os guerreiros que se juntaram na formação da – talvez – melhor diretoria que o ASA já teve em todos os tempos sejam capazes de abandonar o barco num momento tão importante na história do clube. Se isso acontecer, como eles anunciam para esta sexta-feira, em entrevista coletiva, vão ficar feio na foto.
Cheira a conversa pra boi dormir.

DOIS TOQUES

• Vem ai mais um confronte entre a Federação Alagoana de Futebol e o Corinthians Alagoano. O clube da Via Expressa já anunciou que não pretende liberar o seu estádio, o Nelson Feijó, para clássicos. É a repetição do que aconteceu no início deste ano. A esperança é a liberação parcial do Estádio Rei Pelé.

• Há muito não se via no futebol brasileiro uma reação tão espetacular quanto à do Fluminense, há 12 jogos invictos. A vitória sobre o Cerro foi de arrepiar. Mas o Tricolor vive entre o céu e o inferno. Finalista da Copa Sul-americana, pode até ser campeão da competição. Tem toda pinta para isso. Mas, por outro lado, pode ser rebaixado para a Série B. Reagiu tarde demais.