Em carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obmaa, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que não aceita mais “nenhum acordo” para que seja restituído no cargo, o que encerraria a crise política no país, iniciada no último dia 28 de junho, quando um golpe de Estado substituiu Zelaya por Roberto Michelleti, que segue no cargo.

Na carta, que foi repassada aos jornalistas por colaboradores do presidente deposto, ele alega que “a partir desta data, qualquer que for o caso, eu não aceito nenhum acordo de retorno à Presidência". Nos últimos dias, Zelaya, que segue refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, havia criticado o governo norte-americano por "mudar" de postura sobre o golpe e a legitimidade das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo dia 29

Em entrevista à emissora "ADN Radio", da Costa Rica, ele afirmou que “os Estados Unidos se debilitaram após quatro meses. Nos deixaram na metade do rio dizendo agora que sua prioridade são as eleições, e não a restituição da democracia (…) essa é a verdade do que aconteceu. Se debilitou a potência e se fortaleceu a ditadura".