O governo federal anunciou a meta de reduzir as emissões de gases do efeito estufa no intervalo de 36,1% a 38,9%, até 2020. O anúncio foi feito pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e pelo ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), que voltaram a afirmar que o compromisso assumido pelo Brasil é voluntário.
A meta será levada à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em dezembro, em Copenhague. O objetivo da reunião é produzir um documento para substituir o protocolo de Kyoto (1997), com validade até 2012.
O principal fator será o combate ao desmatamento na Amazônia, que será reduzido em 80% até 2020. Essa ação terá um peso equivalente a 20,9% na proposta total. "As ações anunciadas são voluntárias e todas passíveis de verificação e mensuração", disse Dilma.
A ministra afirmou que, com essa proposta, o Brasil assume uma posição política que mostra seu compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável. Na reunião que ela e outros ministros tiveram nesta tarde, em São Paulo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele determinou que seja feito um levantamento de todas as fontes para financiar as ações de redução de emissões.
Segundo ela, o governo será uma dessas fontes, mas também serão buscados recursos junto à iniciativa privada e a fontes internacionais. "Vamos fazer reuniões para verificação dos valores necessários e também para definir as fontes desses recursos. Precisamos de ações factíveis e, por isso, temos preocupação com os prazos."
Segundo Dilma, ainda, todas as ações que o Brasil tomará em relação a suas emissões levam em consideração um crescimento de 4% a 6% do Produto Interno Bruto (PIB).
A amplitude da redução, segundo o governo, deve ficar de 975 a 1062 milhões de toneladas de gás carbônico.
Na segunda-feira (9), o governador de São Paulo, José Serra, sancionou uma lei para reduzir em 20% as emissões de gases de efeito estufa no Estado até 2020.