Apesar de não ser mais tema de discussão em plenário, a “guerra” por vagas nas Comissões Permanentes da Assembleia Legislativa de Alagoas continua, só que dessa vez nos bastidores. O clima esquentou essa semana, quando parlamentares por pouco não trocaram agressões.

Baseado nos últimos acontecimentos, o Cadaminuto procurou o deputado Rui Palmeira (PSDB) para saber qual sua opinião sobre as reclamações dos deputados “taturanas” que querem a todo custo ocupar espaços nas comissões, principalmente nas duas mais importantes: Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e Orçamento e Finanças.

Palmeira explicou que a demanda e as alterações de membros acontecerá apenas com autorização do líder do partido ou do líder do bloco, no caso Sergio Toledo (PDT). De acordo com o parlamentar, quem faz parte de comissão se acha no direito de permanecer e quem estava fora do mandato, agora luta pelas vagas.

“O problema é que existe uma desproporção, com deputados fazendo parte cinco ou seis comissões. Sou titular apenas da CCJ e Meio Ambiente, essa última como presidente. Nesse segundo biênio cheguei a abrir mão da comissão de Fiscalização e Controle. No meu caso, se me substituírem sem minha concordância, vou acionar a justiça. É um direito meu”, falou.

Perguntado se a pressão por parte dos deputados que até poucos meses estavam afastados, surtirá efeito devido à grande liderança que alguns parlamentares ainda exercem na Casa, Palmeira afirmou que a Assembleia vive um momento de embate entre grupos políticos.

“Sempre disse isso. Os deputados saíram, mas continuaram com muita força exercendo uma liderança, sobre tudo na Mesa Diretora. Voltaram com mais força e agora com pressões para fazerem parte das comissões e outras demandas que devem ter. Existe um embate de grupos políticos na Assembleia”, concluiu.