O Tribunal do Júri de Brasília decidiu aceitar o pedido do Ministério Público e transferir as investigações sobre o assassinato do ex-minitro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, da mulher dele e da empregada da família do 1ª Distrito Policial para a Coordenadoria de Crimes Contra a Vida do Departamento de Polícia Especializada. O promotor Maurício Miranda argumentou que a coordenadoria tem mais condições de continuar as investigações.
A polícia ainda aguarda a confissão de dois jovens presos e acusados pelo crime. Uma chave original do apartamento do casal Villela foi achada na quitinete em que os suspeitos moravam, em Vicente Pires. A polícia aguarda a confissão para indiciar os dois.
Villela foi o primeiro advogado do ex-presidente Fernando Collor de Mello no processo que respondia no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também atuou no defesa do então presidente no julgamento do processo de impeachment no Senado. Villela foi ministro do TSE no período de 1980 a 1986.
O casal era considerado bastante calmo, de acordo com o relato de vizinhos, e morava no mesmo prédio há cerca de 25 anos. Todos os dias pela manhã, os dois saíam para caminhar.
O corpo das vítimas foi encontrado depois que uma das netas do casal começou a achar que alguma coisa errada poderia estar acontecendo porque Villela não teria ido trabalhar.
O apartamento do ex-ministro não teria sido arrombado pelo criminoso, o que levou a polícia a afirmar que os assassinatos teriam sido cometidos por alguém conhecido da família.