Um pecado histórico nas polícias alagoanas, a influência política durante anos perdura nas polícias militar e civil de Alagoas, com delegados, oficiais e policiais recebendo ordens indiretas de deputados, vereadores, prefeitos.

Realidade que parece estar mudando na atual gestão, haja vista as críticas e os ataques de políticos locais à atual cúpula da Secretaria de Defesa Social (SDS), chefiada por critérios técnicos pelos delegados Paulo Rubim e Marcílio Barenco.

E esta ingerência foi criticada na sessão de hoje da Casa de Tavares Bastos pelo deputado estadual Rui Palmeira (PSDB). Em aparte ao pronunciamento do deputado Álvaro Guimarães (PSB), Palmeira aproveitou para destacar que hoje, mesmo com as dificuldades estruturais, as polícias alagoanas estão atuando de forma mais independente que no passado. Para o deputado, este é um ponto positivo que precisa de destaque e do apoio da sociedade.

“Sabemos como funcionava a cúpula da Segurança Pública de Alagoas há bem pouco tempo atrás. Não havia independência. As pessoas eram manipuladas muitas vezes por políticos. Ia lá um político e dizia ‘aqui não tem blitz, aqui não tem operação porque quem manda sou eu’”, lembrou Palmeira.

Segundo o parlamentar, a atual gestão da SDS tem este mérito de afastar o peso da influência política na segurança pública do estado. Peso que, na grande maioria das vezes, tinha resultado negativo.

“Mesmo com todas as dificuldades do governo, pois sabemos que existe carência de pessoal e que há uma enorme deficiência de equipamentos que o governo vem tentando reverter, hoje nós temos uma cúpula da Defesa Social totalmente independente, politicamente falando”, ressaltou o deputado.

Rui Palmeira disse ainda que hoje, com atual gestão, a cúpula da Secretaria de Defesa Social “não tem que dar satisfação a prefeito, a deputado, ou a quem quer que seja, e isso foi um ganho para o estado de Alagoas.