A solicitação do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) para que os deputados da Assembleia Legislativa aprovassem o empréstimo ao Banco Mundial e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para que se pagasse o 13° salário dos servidores estaduais foi aprovada na sessão desta quarta-feira, por 16 votos a um.

Na manha desta quarta, o governador explicou à imprensa que precisava da aprovação do empréstimo para o pagamento dos salários, já que de acordo com ele, a queda no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) prejudicou o andamento financeiro de Alagoas.

A aprovação do projeto só não foi por unanimidade, devido ao voto contrário do deputado Judson Cabral (PT), que explicou sua posição alegando falta de maiores explicações sobre o pagamento do empréstimo. O petista afirmou não acreditar que a atual gestão do governo consiga pagar a dívida pública.

“A matéria é muito importante, mas precisávamos saber mais detalhes. Estamos lidando com mais de R$ 200 milhões, num estado que já tem dívida pública em mais de R$ 7 bilhões. Gostaríamos de saber qual a taxa de juros, como será o pagamento, o prazo. É preciso saber disso”, completou.

O primeiro a se manifestar contrário à posição de Cabral foi o deputado Gilvan Barros (PSDB). Ele disse que as taxas são as menores cobradas para outros estados e que os maiores problemas aconteceram devido à crise mundial e a redução do IPI.

Já Alberto Sextafeira (PSB) falou que Alagoas era o único estado a aprovar o projeto, uma vez que todos os outros tiveram problemas com a crise. “A importância da matéria não precisa nem ser discutida aqui. È um auxilio do Governo Federal e poderemos assegurar investimentos com o recurso, já que não posso assegurar o pagamento do décimo terceiro dos servidores”, concluiu.