Restou reclamar da arbitragem mais uma vez. Lamentar as oportunidades desperdiçadas. E sofrer com a possibilidade de terminar a rodada a seis pontos do 16º colocado. Com a derrota de ontem, sábado para o Santos por 3 x 1, o Náutico estagnou nos 35 pontos e pode ver a porta de saída da zona de rebaixamento ficar mais distante neste domingo, com o complemento da rodada. Resta, então, secar Botafogo e Santo André para seguir acreditando na permanência na Série A.

Secar também o Fluminense. Isso porque, caso o tricolor carioca vença o Palmeiras, no Rio de Janeiro, ultrapassa o Náutico, o que deixaria os clubes pernambucanos nas duas últimas colocações da Série A. No aspecto moral, seria um duro golpe para os alvirrubros, que para alcançar os sonhados 45 pontos - margem de segurança na elite do futebol nacional -, precisam somar dez pontos em quatro jogos. Ou seja, não podem mais perder. Precisam vencer três e empatar uma partida.

No Pacaembu, o Náutico ficou próximo de conseguir arrancar algum ponto somente na reta final do duelo. Exatamente nos minutos entre o gol de Aílton, aos 23 do segundo tempo - que diminuiu a diferença no placar para 2 x 1 -, e o terceiro gol santista, assinalado por Neymar, aos 44. Foram três chances de empatar impressionantes, que acabaram minimizando a bronca timbu com a arbitragem. Ficou claro: o Náutico perdeu porque não foi competente no ataque.

A sequência começou aos 29 minutos do segundo tempo. Aílton tocou para Mariano Torres livre de marcação tocar de cabeça para Ferreira, mais livre ainda, sem a presença do goleiro na trave, chutar em cima da zaga santista. Aos 42, Juliano teve a sua oportunidade. Cara a cara com o goleiro Felipe, ele demorou a finalizar e sofreu o desarme. Logo em seguida, na cobrança do escanteio, Márcio cabeceou na pequena área, de cima para baixo. O goleiro santista salvou com o pé direito. No contra-ataque, o terceiro gol santista.

O início

Antes do pênalti alvirrubro - inexistente, diga-se -, o Santos soube explorar o desespero do Náutico. Com tranquilidade, o Peixe controlou a partida, embora suscetível aos contra-ataques alvirrubros. Isso até os 28 minutos, quando Wágner Tardelli marcou pênalti de Michel sobre Róbson. O choque entre os dois existiu, mas ocasional, em virtude do drible do meia santista, sendo questionável a marcação do pênalti. A bronca timbu, porém, é anterior. No lance que originou o pênalti, Tardelli deixou de marcar falta de Rodrigo Souto em Patrick. Enfim, bola na marca, Kléber Pereira na cobrança, Santos 1 x 0. O Náutico sentiu o golpe e só veio reagir mesmo quando teve o pênalti a seu favor. Apático, foi presa fácil para a velocidade de Neymar e Mádson, que entraram na equipe santista e, aos 13 minutos, aumentaram a vantagem. Jogada de Mádson, gol de Neymar.

Local: Pacaembu.
Árbitro: Wágner Tardelli Azevedo (SC).
Assistentes: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Kléber Lúcio Gil (SC)
Gols: Kléber Pereira e Neymar (2) (S); Aílton (N).
Cartões amarelos: Rodrigo Souto, Róbson e Léo; Márcio, Anderson Santana, Johnny e Irênio (N).
Público: 15.634.

Santos 3 x 1 Náutico

Santos

Felipe; Pará, Eli Sabiá, Adaílton e Léo; Rodrigo Souto, Rodrigo Mancha, Róbson (Mádson) e Paulo Henrique Ganso; Jean (Neymar) e Kléber Pereira (Felipe Azevedo). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Náutico

Glédson; Márcio, Fernando (Juliano) e Anderson Santana; Patrick, Johnny, Irênio (Mariano Torres), Aílton e Michel; Carlinhos Bala (Ferreira) e Bruno Mineiro. Técnico: Geninho.