Sem nenhum alarde, é assim que o grupo de Teotônio Vilela Filho vem trabalhando visando a eleição de 2010, o próprio governador vem mantendo contatos e conversas com vários grupos políticos e a grande surpresa pode ser a inclusão da ex-prefeita de Maceió Kátia Born como vice em sua chapa, substituindo José Wanderley, que seria candidato a deputado ou permaneceria no governo como um super-secretário.

Teo Vilela não vem demonstrando mágoa nem pré-conceito em suas articulações e vem conversando até com potenciais adversários políticos como o senador Fernando Collor, com o qual se reuniu por duas vezes nos últimos sessenta dias.

Os bons números da gestão e a recuperação financeira do Estado são colocados como bandeira pelos tucanos que acreditam que a população vai entender a proposta de Téo com a divulgação dos números de seu governo.

A principal tônica da campanha vai ser a geração de empregos com o anúncio sistemático de várias indústrias e a abertura de frente de trabalho para a conclusão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

A entrada de Kátia na chapa parece confirmar a certeza que os tucanos têm que o adversário de Téo no governo serão prefeito de Maceió, Cícero Almeida e não o ex-governador Ronaldo Lessa, mas o nome da atual secretária é importante tanto para amenizar o discurso de Lessa como para aumentar o tom contra Almeida.

Uma coisa que vem preocupando os tucanos é a baixa popularidade de Téo na capital alagoana e a indicação de Kátia também faz parte desta conjuntura sendo que alguns nomes de vereadores com força na periferia, que hoje seriam das hostes de Almeida, poderiam apoiar o governador na eleição de 2010.

No interior a posição do governador parece ser mais consistente, com as empresa de Coruripe ele vem garantindo o apoio da família Beltrão, tem Rogério Teófilo como base em Arapiraca e alguns prefeitos importantes como os de União dos Palmares,Palmeira dos Indios e Penedo.

O Cadaminuto apurou ainda que o acordo com Antonio Albuquerque, feito especificamente para a aprovação do Alprevidência na Assembléia pode não sair já que o governador resistiu a pressão do deputado e não vai indicar ninguém ligado a ele no Detran e na Defesa Social, como foi pedido pelo parlamentar.