Uma operação da PF (Polícia Federal) contra o tráfico internacional de drogas em três Estados (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo) prendeu 20 pessoas nesta sexta-feira (6). Outras cinco pessoas que já estavam presas também receberam novos mandados de prisão, desta vez pelo crime de tráfico. O balanço parcial dá conta ainda que outras quatro pessoas permanecem foragidas.
A ação, denominada São Cristóvão, envolveu um total de 160 policiais. A Justiça expediu 29 mandados de prisão, 35 de busca e apreensão e em 12 mandados as pessoas foram obrigadas a prestar depoimento (chamado de mandado de condução coercitiva). Armas ainda não quantificadas e R$ 250 mil em dinheiro foram recuperados.
Das 20 prisões, a maior parte ocorreu no Mato Grosso. Foram 15 em Cuiabá e duas em Rondonópolis. Uma outra pessoa também deveria ter sido presa em Rondonópolis mas os agentes da PF não a localizaram e ela está foragida.
No Estado de São Paulo foram presas três pessoas (uma na cidade de São Paulo, outra em Lavínia e a terceira em Pracinha). Outros três presos que já cumpriam pena em presídios da capital também receberam novo mandado. No Mato Grosso do Sul foi presa uma pessoa na cidade de Corumbá e outra em Vilhena.
A PF informou em nota que a investigação sobre o tráfico internacional de drogas teve início em 2008 e resultaram desde então na localização de 230 kg de cocaína, em sete ações. As investigações apontaram ainda que o líder da quadrilha era um famoso empresário do ramo imobiliário de Cuiabá. Ele recebia carretas roubadas e as enviava para a Bolívia – daí o nome da operação, São Cristóvão. Elas eram trocadas por droga. Parentes (laranjas) abriram empresas de fachada para desviar os valores arrecadados com o tráfico.
Os caminhões (cavalos) e carretas (que levam as cargas) roubadas eram adquiridos em São Paulo e Curitiba, segundo a PF. Eles eram clonados a partir de documentos de veículos regularizados (quentes). Depois disso motoristas contratados levavam os caminhões e as carretas à Bolívia. Em alguns casos os cavalos voltavam sem as carretas, que ficavam na Bolívia para serem vendidas.