O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), coordenador da missão de deputados brasileiros que foi até Honduras no início deste mês para avaliar a crise política no país, vai solicitar na tarde desta sexta-feira (30) informações ao presidente do Congresso hondurenho, José Alfredo Saavera, sobre o acordo que poderá devolver ao presidente deposto Manuel Zelaya o comando do país.
Depois da decisão do presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, de autorizar o Parlamento do país a decidir o impasse iniciado em 28 de junho, quando Zelaya foi expulso do poder, os integrantes do Congresso é que vão decidir se o presidente deposto volta ou se a nação terá um governo provisório até a posse do novo líder, que será escolhido nas eleições do dia 29 de novembro.
- Toda solução pacífica é uma boa solução. Vou conversar hoje à tarde com o presidente do Congresso de Honduras para saber como será o processo de decisão e os prazos para a volta da normalidade política em Honduras.
Na madrugada desta sexta-feira, o secretário de Assuntos Políticos da OEA (Organização dos Estados Americanos), Victor Rico, anunciou que Micheletti teria aceitado criar um conselho para discutir solução política para o país, dando ao Congresso hondurenho poder de decisão no caso, mas com direito de a Corte de Justiça do país opinar.
Deputado petista elogia atuação americana
O deputado Maurício Rands (PT-PE), que também participou da missão em Honduras, afirma que a atuação do enviado dos Estados Unidos, Thomas Shannon, teve papel fundamental para o possível desfecho da crise.
De acordo com Rands, o governo interino sabia que se os EUA determinassem bloqueio de remessa de hondurenhos que moram na América do Norte ao país a crise se ampliaria. O petista também considera a escolha do Congresso para resolver o impasse adequada, porque os parlamentares terão mais jogo de cintura político para encerrar a questão.
-Esse é um passo importantíssimo para chegar a um acordo. O Congresso terá mais sensibilidade para um saída política.
Zelaya está refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde o dia 21 de setembro, quando voltou escondido ao país.