``Estou cansada dessa política bonitinha, -ah vamos fazer uma disputa plebiscitária-``. Foi criticando a tese do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a briga pela Presidência da República, que a senadora licenciada, Patrícia Saboya (PDT), defendeu o apoio do PDT à candidatura do deputado federal e seu ex-marido, Ciro Gomes (PSB).

``Vejo muito cacique distribuindo cargos e votos, vendendo caro o seu apoio e esquecendo de conversar com as pessoas``, criticou, sem citar nomes. As declarações da pedetista aconteceram ontem, durante a convenção do PDT, que reconduziu André Figueiredo à presidência da legenda.

Lula tem buscado a união de seus aliados em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), contra quem disputar pelo PSDB.

Patrícia afirmou que o maior líder da história pedetista, Leonel Brizola, se estivesse vivo, seria o primeiro a se levantar contra a essa ``hegemonia burra``.

Ela, que entrou no ano passado no PDT, informou que há dois dias esteve com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, - presidente licenciado do PDT - e que ele teria concordado que cada um vai trabalhar pelo seu pré-candidato enquanto não se chega a um consenso. ``O que há é uma postura do ministro Carlos Lupi, que é servidor do Governo Lula e nós somos aliados. Então ficaria muito estranho que o ministro defendesse uma candidatura de oposição ao presidente Lula``, declarou.

Patrícia disse que vai apoiar Ciro ``independente de qualquer situação``. Com isso, retribui o apoio que recebeu de Ciro quando se candidatou no ano passado à prefeita de Fortaleza, à revelia do seu partido, o PSB, e do irmão, governador Cid Gomes (PSB), que apoiaram a prefeita Luzianne Lins (PT).

Em clima ameno, a convenção estadual do PDT foi marcada pelo apelo de seus dirigentes para que os pedetistas votem nos candidatos a deputado do partido. O presidente municipal do PDT de Fortaleza, Márcio Lopes, defendeu até expulsão para os ``infiéis``.