A Comissão de Seleção do Prêmio Esso de Jornalismo 2009 manifestou repúdio e chama de "censura judicial" a decisão que impede que o jornal O Estado de S. Paulo informe sobre a Operação Boi Barrica, que investiga o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"Não se trata de reivindicar imunidade nem de considerar a imprensa acima de lei, mas de apontar uma aplicação distorcida dos princípios legais para evitar que a divulgação de fatos em apuração pela Polícia Federal sejam tornados públicos", declarou a comissão, em nota.

As comissões de seleção do prêmio divulgaram ontem, sexta-feira a lista dos trabalhos que concorrerão à premiação em 11 categorias de mídia impressa, ao Prêmio Esso de Telejornalismo e ao prêmio principal, que possui o nome do programa. Os vencedores deste ano serão conhecidos no dia 8 de dezembro, durante cerimônia de premiação a ser realizada no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Ao todo, 25 jornalistas, alguns dos quais integrantes de equipes dos maiores jornais brasileiros, examinaram durante cerca de 30 dias um total de 1.091 reportagens, fotografias e criações gráficas, para escolher 35 trabalhos finalistas.

Outros sete jurados - que integraram as duas comissões de mídia eletrônica - indicaram os três finalistas ao Prêmio Esso de Telejornalismo, após o exame de 121 trabalhos.

A imagem vencedora do Prêmio Esso de Fotografia será escolhida via internet por uma Comissão Especial de 50 jurados que votarão em um dos cinco trabalhos selecionados.

Todos os trabalhos de texto inscritos foram digitalizados e disponibilizados aos jurados na Internet. Para selecionar os 38 trabalhos finalistas, as comissões examinaram 520 reportagens, séries de reportagens ou artigos; 164 trabalhos fotográficos; 209 trabalhos de criação gráfica em jornal, 69 trabalhos de criação gráfica em revista e 125 primeiras páginas de jornal; além de 121 trabalhos de telejornalismo e quatro inscrições ao Prêmio de Melhor Contribuição à Imprensa.