A polêmica em torno do pagamento feito pela Caixa Econômica Federal no valor de R$ 2 milhões à Assembleia Legislativa em virtude de contrato firmado entre o banco e a Casa de Tavares Bastos voltou à tona na sessão plenária desta terça-feira (20). Isto porque o deputado Rui Palmeira voltou a cobrar explicações da Mesa Diretora sobre o destino ainda “incerto” do dinheiro.

Segundo o parlamentar, a presidência do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo informou na tarde desta terça que um acordo direcionava os R$ 2 milhões para o pagamento dos atrasados devidos aos servidores da Casa.

“Mas ficamos ainda mais perplexos ao sermos informados pelo presidente do Sindicato que até agora somente R$ 700 mil foram, da forma justa, para o bolso dos servidores. E o presidente nos disse que o acordo era pagar R$ 1,5 milhão de atrasados, com dinheiro retirado dos R$ 2 milhões da Caixa” disse Rui Palmeira ao Cada Minuto.

“Não podemos continuar assim. É necessário que a Mesa aponte onde investiu esta fortuna. Se só R$ 700 mil foram destinados aos servidores, resta saber para onde foram os outros R$ 1 milhão e 300 mil. A sociedade alagoana espera por respostas a esta pergunta”, disse Rui Palmeira. O deputado afirmou que continuará cobrando informações até que estas sejam fornecidas pela Casa de Tavares Bastos.

Entenda o caso

Requerimento protocolado por Rui Palmeira em 23 de junho de 2009 solicitava cópia do contrato celebrado entre a Casa de Tavares Bastos e a Caixa Econômica Federal. A resposta da Mesa Diretora ao requerimento dirigida ao parlamentar em 21 de setembro indica que o Legislativo Estadual recebeu R$ 2 milhões após 5 dias de celebrada a transação comercial entre as instituições.

O requerimento de Rui Palmeira tinha como objeto informações sobre o contrato com a Caixa Econômica Federal, solicitando obter cópia do contrato e conhecer os itens que descrevem como se daria a prestação de serviços do banco para com o Legislativo Estadual. Entre estes serviços estão o gerenciamento da conta bancária da folha de pagamento do pessoal ativo, inativo e pensionista da Casa de Tavares Bastos.

Após as acusações de corrupção que envolveram a atuação do Bradesco perante a Assembléia, inclusive com o indiciamento de dirigentes deste banco pela Polícia Federal no inquérito da Operação Taturana, A Assembléia firmou contrato com a Caixa Econômica Federal.