O Senado deve concluir nesta terça-feira um relatório que vai permitir identificar se há ou não funcionários fantasmas na Casa. Desde setembro, os servidores efetivos e comissionados foram convocados a participar de um recadastramento na instituição, uma espécie de 'censo'. Dos 6.277 funcionários, 828 ainda não participaram do levantamento --o prazo terminou no último dia 16.

A Diretoria Geral vai avaliar amanhã as justificativas dos servidores. Um dos possíveis problemas levantados por técnicos é a falta de impressão do recibo do recadastramento, o que inviabiliza todo processo. Outra possibilidade é que alguns funcionários tenham optado por responder o censo por meio de um formulário encaminhando pelos Correios.

O Senado elaborou um sistema para que o recadastramento dos servidores fosse feito por meio de formulário eletrônico na internet, mas também permitiu que o formulário fosse remetido por correspondência.

A medida foi implementada pela Casa em meio à crise política que atingiu o Senado para atualizar os dados pessoais de cada servidor --com o objetivo de criar uma única base de dados do Senado é obrigado a realizar o recadastramento todos os anos.

O ato que instituiu o cadastramento prevê que seja realizado anualmente e também impõe "sanções administrativas" para os servidores que não atualizarem os seus dados. As chefias imediatas devem confirmar os dados dos subordinados, como lotação, cargo e função.

É a primeira vez que a Casa faz uma espécie de "censo" de seus funcionários. Segundo o Portal da Transparência do Senado, a Casa possui 3.418 servidores efetivos e 2.849 funcionários em cargos comissionados (sem concurso público).