O plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas derrubou, por unanimidade, na sessão desta terça-feira, o veto do Governo do Estado ao projeto de Lei que instala o Plano de Cargos e Carreira dos servidores (PCC) da ALE. Segundo informações colhidas pelo Cadaminuto, o governo deverá entrar com recurso contra a proposta.

A decisão poderá marcar o estopim na “briga” entre alguns deputados e o governo estadual. Na semana passada, até mesmo eternos aliados criticaram o veto do governo, entre outros projetos. De acordo com informações, o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) deverá entrar com recurso contra a provação do projeto.

Em entrevista à imprensa na semana passada, o presidente da ALE, Fernando Toledo (PSDB), afirmou que a possibilidade de o Governo estadual entrar com o recurso é uma questão que poderá ser desenrolada apenas depois. “Vamos aguardar o que acontecerá”, falou.

Entenda

A luta dos servidores da ALE pelo PCC já dura mais de 20 anos. Ele só foi aprovado pelos parlamentares no início de junho, inclusive por unanimidade. A matéria é de autoria do segundo secretário, deputado Marcelo Victor (PTB), que contou com a colaboração do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo de Alagoas (STPLAL), representado pelo presidente da entidade, Ernandi Malta.

Dois meses depois, alegando possíveis complicações com a Lei de Responsabilidade Fiscal, caso o PCC seja promulgado, o governo do Estado vetou o projeto, deixando alguns parlamentares furiosos. Na sessão do inicio de agosto, o líder da oposição, deputado Paulão (PT), acusou o poder executivo de irresponsabilidade pelo veto.

“Na imprensa aparece o governador usando boné do movimento agrário, chapéu de palha, mas na hora que precisa dele, ele veta. Fizemos um acordo entre deputados e vamos derrubar os vetos. Os servidores desta casa comemoraram a aprovação do PCC, colocando até o presidente Fernando Toledo (PSDB) nos braços, como se fosse exercício de halterofilismo”, afirmou na época, o petista.