As recentes criticas de uma grande parte de deputados estaduais em relação ao governo do Estado poderá ter seu estopim na sessão da próxima terça-feira, quando a Assembleia Legislativa de Alagoas discute e coloca em votação o veto do governo para o Plano de Cargos e Carreira dos servidores da ALE.

Em entrevista, o presidente da Mesa Diretora, Fernando Toledo (PSDB), explicou que a Comissão de Constituição, Justiça e Redação voltou o parecer favorável para a derrubada do veto e que o projeto já está colocado na ordem do dia, na próxima sessão.

“A Mesa Diretora encaminhou a matéria para votação e o plenário será soberano pela manutenção ou derrubada do veto. A aprovação da CCJ é um indicativo, pelo menos a comissão tem esse entendimento, mas, são os deputados que decidiram”, disse o presidente.

Perguntado sobre a possibilidade do governo estadual entrar com recurso caso a matéria seja derrubada, Toledo afirmou que essa é uma questão para ser resolvida apenas depois da votação. “Qualquer outro desenrolar a partir dessa votação, teremos que esperar. Vamos aguardar o que acontecerá”, falou.

Entenda

A luta dos servidores da ALE pelo Plano de Cargos e Carreira já dura mais de 20 anos. Ele só foi aprovado pelos parlamentares no inicio de junho, inclusive por unanimidade. A matéria é de autoria do segundo secretário, deputado Marcelo Victor (PTB), que contou com a colaboração do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo de Alagoas (STPLAL), representado pelo presidente da entidade, Ernandi Malta.

Dois meses depois, alegando possíveis complicações com a Lei de Responsabilidade Fiscal, caso o PCC seja promulgado, o governo do Estado vetou o projeto, deixando alguns parlamentares furiosos. Na sessão do inicio de agosto, o líder da oposição, deputado Paulão (PT), acusou o poder executivo de irresponsabilidade pelo veto.

“Na imprensa aparece o governador usando boné do movimento agrário, chapéu de palha, mas na hora que precisa dele, ele veta. Fizemos um acordo entre deputados e vamos derrubar os vetos. Os servidores desta casa comemoraram a aprovação do PCC, colocando até o presidente Fernando Toledo (PSDB) nos braços, como se fosse exercício de halterofilismo”, afirmou na época, o petista.

Nessa semana, outro petista, Judson Cabral também pediu agilidade na votação do veto. Segundo ele, é preciso que o quanto antes seja derrubado a indicação do governo, para que os servidores possam comemorar.