O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa de Alagoas, Alberto Sextafeira (PSB), falou pela primeira vez sobre as acusações que ele e a ex-prefeita de Maceió, Kátia Born, vêm sofrendo após decidirem dissolver o diretório do partido em Maceió. O pronunciamento foi realizado em plenário na sessão dessa quinta-feira.
Em poucas palavras, o parlamentar expressou seu descontentamento com as criticas recebidas após a decisão de alguns membros da executiva estadual. Segundo ele, o PSB nunca esteve e nem estará “rachado”, pois sua decisão “não representa nenhum golpe”.
“A decisão é uma questão interna do partido e está prevista no estatuto. A decisão não representa golpe, intervenção ou qualquer outra medida de coerção. Estou falando em nome do PSB que tem como presidente a secretária de Estado de Ciência e Tecnologia, Katia Born, e um líder como o deputado Givaldo Carimbão”, disse.
Entenda
Na última terça-feira, a executiva Estadual do PSB decidiu destituir o Diretório do partido em Maceió. A decisão foi de encontro a opinião de vários membros da executiva, inclusive do vice-presidente da sigla, Renato Soares, que classificou a atitude de Kátia Born e Alberto Sextafeira, líderes do partido, como “golpe”.
Segundo informações, a justificativa da executiva é que o mandato da vereadora por Maceió, Tereza Nelma, a frente do partido no município, estava vencido. Em resposta, o diretório municipal recorreu a Executiva Nacional.
Nessa sexta-feira, a pedido de Renato Soares, haverá uma reunião de filiados municipais, às 17h30, na sede do partido. O vice-presidente do PSB contou que foi marqueteiro das duas campanhas de Kátia e uma de Sextafeira. “Conheço bem os dois, e a gestão deles. Por isso, quero a ata, mesmo que seja manipulada, para mostrar a verdade. Chega de me calar perante as mentiras que Sextafeira e Kátia contam à sociedade. Uma coisa é ser vice-presidente da Assembléia Legislativa, outra do PSB”, completou.
Soares reafirmou que tudo foi tramado, já que de acordo com ele, Kátia Born esperou passar a data do fim do mandato e reuniu a Executiva Estadual. “Uma intervenção não pode ser decidida pela Executiva, mas apenas pelo Diretório, com processo administrativo formalizado, depois de um prazo de dez dias para defesa, e com quorum qualificado. Só há intervenção com o voto favorável de 60% dos membros do Diretório, sobre motivos concretos, definidos no Estatuto”, continuou o jornalista.
