As reclamações por parte de alguns deputados estaduais contra integrantes da Mesa Diretora continuou na sessão desta quinta-feira (14). O problema da não divulgação de detalhes sobre os projetos na ordem do dia e a não inclusão de parlamentares nas comissões permanentes são os temas da “guerra” na ALE.

Nesta quinta-feira, as críticas foram mais além. Não gostando da atitude da Mesa Diretora em colocar projetos na ordem do dia oriundos do governo estadual e sem dá maiores explicações, Isnaldinho Bulhões (PDT) se ausentou do plenário, o que tornaria inviável a leitura da ordem do dia, já que é preciso um número regimental de 14 deputados.

A estratégia foi por água abaixo quando o líder do governo, Alberto Sextafeira (PSB), lembrou que Temóteo Correa se encontra no prédio da ALE e pediu que ele fosse chamado para ocupar sua cadeira e assim prosseguir a sessão.

“Não fazermos parte da Mesa. É preciso que exista uma reunião das lideranças para discutir essas questões do regimento. Precisamos ser informados com mais explicações o que iremos votar”, falou Bulhões, ouvindo como resposta do presidente Fernando Toledo (PSDB), que se depende dele e dos demais integrantes da Mesa Diretora, a partir da próxima terça-feira os procedimentos serão normalizados.

Guerra na ALE

Nas últimas duas sessões as acusações foram ainda mais fortes. O deputado Marcos Ferreira (PSDB) denunciou descriminação contra os deputados que foram afastados pela justiça acusados de desviarem cerca de R$300 milhões dos cofres públicos. Isnaldo Bulhões Júnior (PDT) reclamou de não ter recebido a ordem do dia na sessão de ontem e afirmou que nunca é ouvido pela Mesa Diretora.

Outro parlamentar que se posicionou foi Antônio Albuquerque. Ele criticou a postura da Mesa Diretora, que de acordo com ele, está “rasgando” o regimento. “A Mesa Diretora tem a ALE como uma propriedade. Fui presidente desta casa duas vezes e nunca ocorreu isso. È preciso respeitar o regimento”, se pronunciou o deputado.

Comissões

O deputado Marcos Ferreira pediu que os deputados que foram afastados também possam assumir as comissões permanentes da casa. O assunto já havia sido discutido na sessão anterior, mas foi lembrado por Ferreira que a justiça optou pela volta deles e por isso suas prerrogativas como parlamentares continua. “O que não concordo é que um deputado seja membro de várias comissões, enquanto não somos de nenhuma”, completou.

Em resposta, Fernando Toledo admitiu existir o problema, mas justificou dizendo que quando os deputados retornaram aos cargos, já haviam sido feitas as indicações para as comissões. O presidente falou ainda que se os lideres optarem pelas mudanças, elas serão acatadas pela Mesa Diretora.