O deputado Marcos Ferreira (PSDB) disse, na tarde de hoje, que teve tratamento diferenciado por parte do Ministério Público nas ações propostas pelo órgão aos deputados indiciados pela Polícia Federal na Operação Taturana.
“Posso até não ser inocente, mas o Ministério Público me deu tratamento diferente na Taturana. Eu tirei um empréstimo, fui até a Polícia Federal e conversei com o delegado. Fui indiciado sim e respeito o trabalho da Polícia Federal. O procurador-geral Eduardo Tavares deu uma entrevista onde foi questionado sobre o fato de o Paulão não ter sido afastado. Se o Paulão tirou empréstimo como eu, porque eu fui afastado e ele não? Me sinto injustiçado”, disse o parlamentar.
Tavares foi categórico ao rebater as declarações do deputado: “Não temos motivo para proteger o Paulão”. O procurador disse que aguarda a ficha financeira do petista para que possíveis ações possam ser estudadas.
“Nós recebemos o inquérito da Polícia Federal e estamos aguardando uns dados do Banco Central. Eu até conversei com o Paulão e disse a ele que se houver algo em desacordo com a legalidade, as medidas cabíveis serão tomadas. Tratamos todos de maneira igual. Temos todo o cuidado. Mas, há condutas e condutas. Nossa missão é impessoal, não podemos mover uma ação se não há provas materiais. Se chegar e for comprovado algo de errado, será punido. O deputado Marcos Ferreira pode ficar tranquilo quanto a isso”, afirmou Tavares.