O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promulgará hoje uma lei através da qual concederá uma ajuda econômica de US$ 7,5 bilhões ao Paquistão, depois que o Congresso emitir uma declaração de apoio à soberania do país asiático, informou o jornal "The Washington Post".
Segundo o diário, ambas as câmaras do Congresso preveem emitir uma declaração conjunta na qual sublinharão o "respeito mútuo" entre os dois países, com a intenção de apaziguar as objeções de militares e da oposição paquistaneses, que criticaram a lei por considerarem que inclui condições que podem violar a soberania do país.
A norma, que tem o objetivo de fortalecer as políticas do presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, contém cláusulas que condicionam a ajuda e que, por conseguinte, causaram complicações inesperadas devido à reação paquistanesa.
Por isso, o Congresso tentará "esclarecer" várias cláusulas da lei que exigem a entrega de relatórios "sobre como o Paquistão gastará o dinheiro, seu progresso no combate a insurgentes islâmicos e o alcance do controle civil sobre os militares" no país, segundo o "Washington Post".
A aprovação da lei no Congresso e sua promulgação hoje se produzem em um momento conjuntural para as relações entre EUA e Paquistão, país-chave na estratégia de Obama em sua guerra no Afeganistão e na luta contra a rede terrorista Al Qaeda.
Obama realizará hoje sua quinta reunião a portas fechadas com seus principais assessores políticos e militares para avaliar a situação no Afeganistão e no Paquistão.
O presidente americano disse que sua principal meta é desarticular e derrotar a Al Qaeda, que opera do Paquistão. No entanto, não há um consenso no Congresso sobre qual estratégia é a mais adequada para impedir, por exemplo, o retorno dos talibãs.
O responsável pelas tropas dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, o general Stanley McChrystal, recomendou formalmente o envio adicional de até 40 mil soldados para ajudar nas tarefas de estabilização no país.
Mas uma fonte governamental anônima citada pelo jornal disse que as discussões a portas fechadas entre Obama e seus assessores se prolongarão até a semana que vem "e possivelmente mais", antes que o líder americano tome uma decisão sobre os passos a seguir.