“Os deputados que foram afastados estão sofrendo uma discriminação dentro da própria Assembléia. Estamos nas mãos de três ou quatro parlamentares”. As afirmações partiram do deputado Marcos Ferreira (PSDB), que usou a tribuna na sessão desta terça-feira para reclamar dos colegas que compõe as comissões permanentes da casa.

O tema começou a ser discutido pelo deputado Judson Cabral (PT) que pediu maior participação dos colegas. Segundo ele, os deputados se manifestam apenas quando aparecem nas páginas policiais. “É uma realidade. Não estamos cumprindo o nosso papel. Há poucos parlamentares querendo cumprir suas atribuições”, completou.

Em a parte, o ex-presidente Antonio Albuquerque (PT do B) foi mais além. De acordo com o parlamentar, existem deputados que estão brincando dentro do parlamento. “É preciso que a Assembleia deixe de brincar de Assembleia, porque isso aqui é um poder constituído. As coisas dessa casa não estão funcionando e quando funcionam os pareceres são subscritos pelos deputados que ocupam quase todas as comissões. Isso é uma desobediência ao regimento dessa casa”, disse.

Já o deputado Marcos Ferreira acusou os colegas de acumular funções nas comissões. Para ele, existe uma discriminação contra os deputados que foram afastados. “Muitos deputados acumulam funções como superpoderes. A realidade da Assembleia é das urnas e na intimidade não é isso que estamos vivendo. É uma discriminação dentro da própria assembléia. Voltei ao meu mandato em julho e gostaria de retornar as minhas posições, os lugares que são meus, nas comissões”, afirmou.


“Estamos servindo de deputados de plenário. Tem deputado que é presidente de três comissões e membro de seis comissões. E ainda tem deputado que não é nada. É preciso equilibrar e voltar à política da Assembleia”, criticou o parlamentar, acrescentando que o poder legislativo está nas mãos de três ou quatro deputados.