Risadas, descontração e uma dose de ironia. A entrevista coletiva de Dunga na última sexta-feira (9) foi um pouco diferente do normal. O técnico da Seleção Brasileira, depois de muitas divergências com jornalistas, parece, enfim, estar tranquilo no cargo.

Após ser interrompido logo na segunda pergunta por conta de problemas técnicos na sala de imprensa, ele acalmou a todos: "eu não estou bravo, estou bem tranquilo, hein? Não vão escrever isso amanhã (sábado)", pediu o treinador.

Dunga fez questão ainda de explicar as mudanças na Granja Comary, em Teresópolis. Após o oba-oba antes dos jogos com Argentina e Chile, em agosto, ele vetou a entrada de torcedores e até de assessores dos jogadores.

"Foi para melhorar o trabalho de vocês, tem menos gente para atrapalhar nas entrevistas. Não ficou melhor?", perguntou, antes de receber o sinal de positivo de quem o acompanhava com atenção.

Pouco depois, Dunga "reclamou" da falta de críticas a ele por conta dos bons resultados na atual temporada - a Seleção venceu as últimas 11 partidas e se classificou ao Mundial com três rodadas de antecedência.

"Quanto mais bater, melhor. Fico com mais vontade. Fico com medo quando começam a me alisar. Aí eu fico preocupado", emendou o treinador, que foi muito pressionado no ano passado depois dos tropeços do Brasil em casa contra Argentina, Colômbia e Bolívia, e da derrota para a Argentina na semifinal da Olimpíada de Pequim.

O treinador tirou sarro ainda da possibilidade de a Seleção se preparar para a Copa do Mundo da África do Sul, no ano que vem, em Angola. "Só se tem outra Seleção Brasileira negociando com Angola. Ainda não tivemos nenhum contato", encerrou.