O Senado cobra explicações da Polícia Militar do Distrito Federal sobre o uso do dinheiro de convênio entre as duas instituições entre 2004 e 2007. Segundo o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), a PM, responsável pela execução do acordo, tem de prestar contas, especialmente depois da denúncia de que com o dinheiro foram compradas, inclusive, peças para helicópteros.

"Nunca vi helicóptero pousando aqui", disse. "A explicação devida é do executor do convênio", afirmou.

Reportagem publicada ontem, quinta-feira (8) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que, durante o convênio, feito para garantir a segurança do Senado, foram repassados R$ 3 milhões à PM-DF, e a diretoria-geral do Senado teria cobrado a devolução de R$ 2,1 milhões desse total. Não haveria também a comprovação do uso da maior parte dos recursos.

"A preocupação é que não haja desvio no gasto. E o convênio não foi renovado por difícil comprovação das despesas", completou Tuma.

Ao chegar ao Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), disse que iria tomar conhecimento da denúncia.

A Polícia Militar do DF disse que ficou sabendo das informações por meio da imprensa e ainda não se pronunciou sobre o assunto.