Em tom de desabafo, o deputado Gilvan Barros falou com exclusividade ao Cadaminuto sobre sua saída do Partido da Mobilização Nacional (PMN). O parlamentar fez questão de criticar a executiva estadual do seu antigo partido, afirmando que o deputado federal, Francisco Tenório, havia imposto que só permaneceria na sigla o deputado que o apoiasse na eleição de 2010.
O último sábado, 03 de outubro, foi à data limite de filiação partidária para quem pretende disputar as eleições de 2010. Três dias antes, havia terminado o período para quem pretende sair de algum partido. Na Assembléia Legislativa, dez deputados migraram para novos partidos.
O PMN foi à sigla que mais perdeu parlamentares. Dos onze deputados que foram eleitos pelo partido em 2006, só restaram quatro. Os outros sete saíram na semana passada. Além de Gilvan Barros, abandonaram o PMN, João Beltrão, Isnaldo Bulhões, Nelito Gomes de Barros, Marcos Ferreira, Arthur Lira e Sergio Toledo.
Sobre o motivo da sua saída do partido, Gilvan Barros explicou que foi discriminado juntamente com os demais parlamentares pela executiva estadual da sigla. “Não seria legitimo ficar num partido com tantas imposições antidemocráticas. A justiça eleitoral do meu estado fará um julgamento sereno que sem sombra de duvidas irá prevalecer à justiça e a democracia. Não vai haver o que alguns estão querendo por interesse pessoal”, contou.
Barros confirmou que o deputado federal, Francisco Tenório, líder do partido, impôs para os deputados que quem pretendesse ficar no partido seria obrigado votar nele na eleição do próximo ano, caso contrário e decidisse por sair, iria sofrer represália. “Se configura numa grave descriminação. Não é legitimo que se permaneça com tantas arbitrariedades como acontece dentro do PMN em Alagoas”, completou.
“Se vai haver ação por parte do PMN não posso antecipar. Mas, espero que haja bom censo e reflexão sobre tudo. Que cada um tire lições do que houve e possa melhorar e se preocupar com o povo alagoano ao invés de questões pessoais”, falou o parlamentar, concluindo que não descarta a possibilidade de enfrentar uma ação jurídica para permanecer no mandato.
