A absolvição do árbitro Charles Hebert no STJD deixou parte da grande imprensa esportiva do País frustrada. Ela queria que o alagoano fosse severamente punido – quem sabe, banido do futebol - por ter validado o gol de mão do Paraná contra o Ceará, em jogo pela Série B.
Charles foi ridicularizado pelo grasso erro, até certo ponto inaceitável para um árbitro que tem a responsabilidade de apitar um jogo de futebol de uma competição nacional.
Mas quem não erra? Quantos grandes árbitros cometem falhas gritantes em jogos importantíssimos e nem por isso tiveram sua carreira encerrada!
Há um fato clamoroso recente, quando o famoso Márcio Rezende de Freitas prejudicou o Internacional diante do Corinthians e deu o título ao time paulista. Já houve caso de um árbitro até fazer gol, em São Paulo, ao desviar uma bola que ia para fora. E fora outras falhas grosseiras registradas no atual Brasileiro da Série A. Mas como o cara é alagoano, tome gozação em cima.
Não se deve encobrir o erro, principalmente nessa situação. Ele é passível de uma dura punição. Mas humilhar o rapaz é demais. Só mesmo por ser do Nordeste, particularmente de Alagoas. Charles não é um árbitro de ponta, tem suas limitações, sempre se envolve em polêmicas. Mas errar é natural do ser humano.
Na quarta-feira, no jogo São Paulo x Náutico, em Recife, o comentarista Oscar Roberto de Godói, da Band, procurou por todos os meios encontrar defeitos na atuação do alagoano Francisco Carlos. Preconceito puro.
Charles foi absolvido pelo STJD, num julgamento limpo em que foram levadas em considerações as situações que o teriam induzido ao erro.
Pelo menos a decisão cala a boca daqueles que não admitem que um árbitro de um estado pequeno seja comandante de grandes jogos.
Justiça, enfim.
DOIS TOQUES
• Crescem as adesões ao nome de Euclides de Mello para a disputa da presidência do CSA. Fala-se até que a única candidatura declarada, da torcedora Dulce Belo, estaria propensa a abrir mão. A força política de Euclides é grande. Afinal, o homem é primo do senador Fernando Collor e isso pesa.
• Novembro está chegando e o CRB ainda não definiu seu técnico para a próxima temporada, que começa em janeiro com o Campeonato Alagoano. Enquanto isso o ASA, além de já ter seu comandante técnico definido, o paulista Vica, já tem praticamente um elenco pronto. E é por isso que tem facilidades para levantar títulos e obter grandes conquistas.