O cirurgião plástico carioca Ricardo Fabrini, que estava desaparecido na Indonésia desde o forte terremoto da última quarta-feira (30), telefonou na manhã deste sábado (3) para dizer a sua família que está bem. Fabrini tinha viajado ao país para surfar e estava em alto mar quando o tremor ocorreu. Ele desembarcou neste sábado na cidade de Padang, a mais afetada pelo tremor, e disse à família que estava chocado com os estragos.

 

- Ele nos ligou duas vezes, uma às 2h30 da madrugada (horário brasileiro) e outra às 9 horas. Ele viu muitos cadáveres e destroços e ficou chocado - disse ao R7 a mãe dele, Naira Vilma Fabrini.

A mãe contou que Fabrini viajou ao país no último dia 23. Chegou a Padang poucas horas antes do terremoto, mas logo pegou um barco para surfar em ilhas vizinhas à de Sumatra, onde fica a cidade.

- Ele disse que sentiu o barco balançar e já sabia que algo errado tinha acontecido. Mas só foi ver o tamanho do estrago quando voltou a Padang - disse ela.

Rodrigo desembarcou na cidade na manhã desta sexta-feira (2, madrugada de sábado no Brasil) e logo telefonou para a família. Naira disse que o filho já embarcou para Jacarta e deve voltar ao Brasil no começo da semana que vem.

- Foram 72 horas de angústia. Quero que ele não volte nunca mais para lá.

Mais de 4.000 podem estar sob os escombros

El-Mostafa Benlamlih, coordenador de ajuda humanitária da ONU na Indonésia, revelou neste sábado (3) que ainda há 4.000 pessoas sob os escombros dos prédios e das casas que desabaram na última quarta-feira (30) na ilha indonésia de Sumatra, abalada por um violento terremoto de 7,6 graus na escala Richter.

O último boletim das autoridades da Indonésia confirma 777 mortos por conta do terremoto de 7,6 graus Richter, mas a ONU estima que há 1.100 vítimas fatais.