No ano passado, o título da Sul-Americana foi o desafogo para o Inter em meio à campanha decepcionante no Brasileirão. Em 2009, a eliminação já no primeiro desafio da competição continental aumenta a exigência de triunfo no Nacional. O Colorado voltou a jogar mal, levou 1 a 0 do Universidad de Chile em Santiago nesta quarta-feira e se despediu precocemente do objetivo de ser bicampeão do torneio.
Foi o quinto jogo seguido sem vitória para o time gaúcho. No duelo de ida, as duas equipes haviam empatado por 1 a 1 no Beira-Rio. Mais preocupado com o Campeonato Brasileiro, o Inter preservou quatro titulares no Chile: Fabiano Eller, Kleber, Guiñazu e Taison. Os três últimos foram a campo no segundo tempo, mas não conseguiram dar melhor resultado ao Inter.
A delegação vermelha retorna a Porto Alegre pensando no Brasileirão. São três jogos sem vitória na competição. O próximo compromisso é domingo, às 18h30m, contra o Coritiba no Couto Pereira.
Primeiro tempo muito ruim do Inter
Se o Inter vinha mal nas partidas anteriores, conseguiu piorar no primeiro tempo do jogo contra o Universidad de Chile. Foi terrível. O meio-campo passou o tempo inteiro querendo se encontrar. Jamais conseguiu. Como consequência, o ataque se resumiu a algumas iniciativas de Marquinhos. Alecsandro esteve desaparecido. Na zaga, Índio e Sorondo pareciam ter acabado de se conhecer.
La U dominou o Colorado, não deu espaços, mostrou mais vontade e mereceu sair na frente na etapa inicial. O gol saiu aos 34 minutos. Montillo alçou a bola na área e Olivera cabeceou sozinho, como se o Inter não tivesse zaga. Índio e Sorondo ficaram plantados no chão. A bola rumou para o canto direito de Lauro, que nada pôde fazer.
O principal problema do Inter esteve na estruturação do meio. Com Maycon, Sandro e Glaydson, querer ter alguma saída de bola é pedir um milagre aos céus. Não foi por acaso que as chances de gol para o Colorado foram produto raro, quase inexistente.
Na prática, foi só uma. Em contra-ataque, Andrezinho avançou com a bola pela esquerda, envolveu os defensores e tocou por cima do goleiro Miguel Pinto. E aí nem a sorte ajudou os gaúchos. A bola bateu no travessão e saiu.
Segundo tempo
Tite precisou de mais de uma hora para perceber que precisava mexer no meio. Antes de colocar Guiñazu no lugar de Glaydson, ele colocou Kleber e Taison nas vagas de Marcelo Cordeiro e Marquinhos. O argentino só foi a campo aos 18 minutos do segundo tempo. Até ali, o máximo que o Colorado havia conseguido foi um chute perigoso de Taison.
Com as mudanças, o Inter ficou mais vibrante e se adiantou em campo. Nasceu uma esperança de empate. Mas faltou qualidade. A equipe gaúcha errou muito, especialmente nos cruzamentos – seja com Bolívar, seja com Sandro. A sorte é que La U diminuiu o ritmo e raramente ameaçou Lauro na etapa final.
Não faltou interesse do Inter na busca pelo empate e houve até um pênalti não marcado pelo árbitro quando Sorondo levou um chute na cabeça de um zagueiro adversário dentro da área do time chileno, aos 39 minutos . Mas conforme o tempo passava, mais o time vermelho se desesperava. E em vão. Encerrada a partida, resta ao Colorado buscar recuperação no Campeonato Brasileiro para não fechar o ano do centenário com apenas as taças do Gauchão e a Copa Suruga no armário.