A diretoria do CRB estufa os peitos e, como clube grande, começa a se prepara para enfrentar a temporada de 2010, quando pretende reencontrar o título de campeão alagoano e resgatar sua vaga na Série B.
Claro que todo planejamento para lograr êxito exige, antes de tudo, dinheiro. O Galo, como sabem todos, ainda deve salários a jogadores e funcionários. Mas pelo entusiasmo com que as mudanças na diretoria estão acontecendo, é de se acreditar que algum fato milagroso está por acontecer na Pajuçara, de formas a resolver os enormes problemas financeiros do clube antes do início da pré-temporada, que deve começar em novembro.
Fala-se com entusiasmo em reforços – Calmon, Paulo Foiani e Juninho Caiçara seriam alguns – e no setor de futebol figuras carimbadas já estão na Pajuçara, como Paulo Roberto Gilhardi e Ênio Oliveira. Muito boa a estrutura que está se montando.
Mas na frente do carro tem que vir os bois. E esse caminho leva ao Conselho Deliberativo, que andou reclamando de algumas decisões da diretoria executiva, a partir do malfadado acordo com um grupo de investidores, que até agora não foi totalmente esclarecido.
De toda forma, palmas para a atitude do clube, à frente o presidente José Serafim, que tem comandado um jogo de cadeiras para abrigar aqueles que ele acha que realmente estão à altura de trabalhar pelo clube da Pajuçara.

DOIS TOQUES

• Mais uma vez o árbitro alagoano Antônio Carlos Nascimento foi destaque atuando em jogos da Série A do Brasileiro. Nesta quarta-feira, em Recife, teve atuação exemplar à frente de Náutico x São Paulo. Chicão responde à altura aos que fazem chacota com a arbitragem alagoana devido ao episódio Charles Hebert. Sua aplicação já o coloca entre os melhores árbitros do atual Brasileirão. Interessante é que o comentarista da Band, Oscar Alfredo de Godoy, o “Unha de Cavalo”, que foi um árbitro daqueles que se chamam “meieiro”, ainda tentou desfazer a atuação do alagoano. Teve que se conter ao final dos 90 minutos pelo positivismo da atuação de Francisco Carlos.
• Euclides Mello começa a mostrar o seu peso político e, aos poucos, ganha adesões importantes como pré-candidato à presidência do CSA. Figuras que eram totalmente contra sua candidatura começam a mudar de idéia e não será surpresa se ele terminar conquistando o que pretende: ser candidato único. Nada que o tempo não faça esquecer.