O ministro França Moura costuma dizer que em Alagoas a nossa maior produção vem de uma fábrica de fofoca. Segundo ele, ainda tem um monte de gente que não faz nada, é preguiçoso e atrapalha quem quer fazer alguma coisa. É um estado onde um puxa para frente e cem se encarregam de puxar para trás. E ele tem toda razão. Quer um exemplo desse quadro no futebol?
Neste último final de semana fui participar de um curso sobre Jornalismo 2.0, em João Pessoa. Quando estava voltando, no domingo, passei na porta do Almeidão e ví um monte de gente se dirigindo ao estádio. Fiquei assustado, porque imaginei que em Joao Pessoa tinha acabado tudo, como em Maceió. Parei o carro e perguntei a um torcedor o que estava acontecendo alí e ele respondeu: é a Copa Paraíba e hoje tem Botafogo e Treze.
Agradecí e fui embora. Passando por Recife, liguei na Radio Clube e estava sendo transmitido o jogo Santa Cruz e alguma coisa como Vera Cruz. Sabe qual era a competiçao? Copa Pernambuco, com a participação do time B de Sport e Náutico. O Santa ganhou por 5 a 0. Depois eu soube que em Sergipe tem a Copa Sergipe, na Bahia, a Copa Bahia e por aí vai no Brasil afora.
Na regão Norte do país já começaram alguns campeonatos regionais, valendo para 2010, como primeira fase. Em São Paulo, a Rede Vida de Televisão transmite no final de semana jogos, sempre valendo alguma coisa.
E Alagoas? Aquí ninguém se movimenta para nada. Os dirigentes ensaiaram uma Copa Alagoas e depois de quase tudo certo brigaram e a competição não saiu. Acertaram uma coisa entre eles e não sustentaram mais na frente. A federação queria uma coisa, os clubes acertaram outra e depois disseram que não acertaram nada.
Nesses estados onde estão sendo disputadas essas copas, as federações foram a luta e conseguiram patrocinadores, entre eles, os governos estaduais. Em Pernambuco, é a Copa Pernambuco Tupã de Futebol Profissional. Tupã é uma empresa de Garanhuns que logo vai inaugurar uma grande loja em Maceió, próximo ao Makro.
Porque é que a gente não corre atrás dessas coisas também? Será falta de competência ou de prequiça, o prazer de não fazer nada ou, como diz o amigo França Moura, é porque a gente só fica feliz mesmo é com muita fofoca.