Alguns dos jogadores mais famosos do Brasil com menos de 20 anos não disputam o Mundial da categoria, no Egito. Casos do atacante Alexandre Pato, do Milan, do zagueiro Breno, do Bayern de Munique, e dos laterais Fábio e Rafael, do Manchester United. Eles não foram convocados, em parte, pela dificuldade de se conseguir a liberação de seus clubes, mas também por opção da comissão técnica.
O técnico Rogério Lourenço explica que não vê razão para chamar nomes que tenham projeção internacional e que já foram convocados para a seleção principal.
O objetivo da sub-20, ele lembra, é ganhar o Mundial mas também dar oportunidade para que mais jogadores se ambientem com a seleção brasileira.
- O Pato, por exemplo, já está em outro patamar, chegou à seleção principal. É um excelente jogador, que passou pelas categorias de base da seleção, e que hoje tem outros objetivos. Chamá-lo seria jogar uma grande responsabilidade sobre ele e, ao mesmo tempo, tirar uma ótima oportunidade de outro jogador - explicou o treinador.
O mais recente exemplo do planejamento adotado pela CBF é o volante Sandro, do Internacional. Capitão na conquista do sul-americano da categoria, em fevereiro, ele acabou de fora do Mundial porque passou a frequentar as convocações de Dunga. Dos 21 jogadores que estão no Mundial, todos atuam no Brasil e nenhum já passou pela seleção principal.
- O Brasil nunca vai entrar em um torneio, seja ele qual for, sem o objetivo e a obrigação de ser campeão. Por isso reunimos o que temos de melhor de acordo com nossa avaliação e nossa filosofia. Mas um Mundial como esse é também uma chance de dar mais experiência internacional para esses jogadores e até para aproximá-los, futuramente, da seleção principal - disse Rogério.
Depois de estrear goleando a Costa Rica por 5 a 0 no último domingo, a seleção brasileira volta a campo na próxima quarta-feira contra a República Tcheca em jogo válido pelo Grupo E.