Histórias de luta e superação do preconceito e uma profunda discussão sobre a Lei Maria da Penha. A quarta edição da revista Graciliano, publicação da Cepal/Imprensa Oficial Graciliano Ramos, dedica-se a refletir e expor a condição feminina no Estado de Alagoas.

Uma otimista reportagem sobre mulheres sertanejas - que, a despeito de todas as dificuldades, conseguiram ser protagonistas de suas histórias - abre a edição. Uma seção de depoimentos vem logo em seguida e mostra o cotidiano de alagoanas que exercem os papeis de mãe, esposas e provedoras do lar em situações de extrema pobreza.

O ensaio desta edição é de autoria da promotora de Justiça, Stela Valéria Cavalcanti, que faz uma análise da Lei Maria da Penha, que completou três anos de existência em agosto passado. A seção Documenta, que é sempre o grande destaque da revista, traz um texto da professora Maria Aparecida de Oliveira sobre a violência contra a mulher em Alagoas.

A Graciliano traz ainda poemas e letras de músicas de autoras alagoanas ilustrados por fotografias de Maíra Vilela. A seção Caderneta de Lembranças remonta os primórdios do movimento feminista de Alagoas no texto da professora e ativista Terezinha Ramires.

Artigos de autores locais diversos fecham a quarta edição da revista com um olhar multifacetado sobre o tema Mulher.

A Graciliano número quatro será encartada na edição do Diário Oficial desta quarta-feira (30), para os assinantes e para quem comprar a publicação nas bancas. O próximo tema a ser abordado pela revista é a vida e a obra do alagoano Aurélio Buarque de Holanda. A edição especial será lançada na Bienal do Livro de Alagoas, em novembro, e é a primeira homenagem do governo do Estado ao centenário do Mestre, que acontece no próximo ano.