O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, disse nesta segunda-feira que teme a possível ausência da Argentina na Copa do Mundo de 2010. Faltando duas rodadas para o fim das eliminatórias, a Argentina está em quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas e iria à repescagem contra a Costa Rica, quarta colocada na Concacaf, se o torneio classificatório terminasse hoje.
 

O dirigente, que está no Rio de Janeiro para participar da reunião do comitê executivo da Fifa, garantiu também a permanência de Maradona no comando da seleção em 2010. Nas últimas semanas ocorreu uma onda de rumores sobre a possibilidade de o ex-jogador ser demitido do comando da seleção.

Bastante simpático, Grondona participou do lançamento da pedra fundamental do novo centro de treinamento da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2014. Ele comentou o atual momento da seleção argentina.

- Não sou muito de trocas. Estou com a mesma mulher há mais de trinta anos (risos). Não há motivo para mudanças na seleção argentina – disse.

Grandona elogiou o trabalho de Maradona e lembrou que Dunga também precisou superar a desconfiança dos brasileiros no início do trabalho na seleção.

- Hoje a gente vê que a escolha do Brasil foi certa - disse.
Diego Maradona é o técnico da Argentina substituindo Alfio Basile desde o ano passado. Campeão do mundo em 1986, o ex-jogador estreou no comando com uma vitória por 1 a 0 sobre a Escócia em novembro de 2008. Mas depois a seleção perdeu o rumo. Na "Era Maradona", a Argentina obteve seis vitórias e quatro derrotas.

A Argentina faz seus os dois últimos jogos nas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2010, contra o Peru, em casa, e Uruguai, no Centenário de Montevidéu, nos próximos dias 11 e 14 de outubro.

- Antes nós também tivemos problemas e nos classificamos para a Copa do Mundo. As eliminatórias são sempre assim, muito difíceis.

Ao ser elogiado sobre a festa dos argentinos criada em Rosário no início do mês para o duelo contra o Brasil, Grandona preferiu brincar.

- Pena que o Brasil não ajudou (risos). Foi uma linda festa, mas que só durou 23 minutos. Aí veio uma bola alta na nossa área e levamos um gol de cabeça. Coisas que acontecem no futebol - disse o dirigente se referindo ao gol de Luisão, o primeiro da vitória brasileira por 3 a 1.