Um levantamento feito pelo Congresso em Foco apontou que cinco parlamentares paraibanos estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Este ano, procedimentos investigativos contra deputados e senadores aumentaram 51% desde o início da atual legislatura. O número de congressistas sob investigação no STF saltou de 101, em abril de 2007, para 153.

O deputado federal Armando Abílio (PTB) responde no STF por crime contra a administração da justiça/coação, falsidade ideológica, improbidade administrativa e apropriação indébita previdenciária. O também deputado federal Rômulo Gouveia ( PSDB), responde a uma Ação Penal por captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral. Ainda na lista dos deputados, Wellington Roberto (PR) é indiciado por falsidade ideológica e crimes contra o sistema financeiro nacional. Entre os senadores "complicados", estão os paraibanos Cícero Lucena (PSDB) e Roberto Cavalcanti ( PRB). O senador e pré-candidato ao governo estadual Cícero Lucena responde a uma ação penal por crime na Lei de Licitações e a um inquérito também na Lei de Licitações. Ambos correm em segredo de justiça. Já o senador Roberto Cavalcanti (PRB) é indiciado por corrupção ativa, além de documentação falsa.

As acusações contra os 153 parlamentares abrangem mais de 20 tipos de crimes. Entre as mais frequentes, estão os crimes de responsabilidade contra a Lei de Licitações, peculato (apropriação por funcionário público de bem ou valor de que tem a posse em razão do cargo), formação de quadrilha, homicídio, estelionato e contra o meio ambiente.

Os ministros do Supremo encontraram elementos suficientes em 105 investigações para colocar 46 deputados e sete senadores na condição de réus de ações penais, último passo para a condenação. Até hoje, porém, o STF jamais condenou qualquer integrante do Congresso Nacional.