O plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas se tornou na tarde desta sexta-feira, palco de debates da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as tarifas e os serviços das concessionárias de energia elétrica do país.

Estiveram presentes na sessão, o presidente da CPI e deputado por Pernambuco, Eduardo da Fonte, o presidente da Ceal(Companhia Energetica de Alagoas), Flávio Decat,o superintendente do Procon Alagoas, Rodrigo Cunha, deputados federais alagoanos, deputados estaduais, o secretário de Estado da Fazenda, Mauricio Toledo, personalidades, empresários e sociedade, que também acompanhou o debate.

Durante sua fala, Eduardo da Fonte contou que já foram realizados dois outros encontros para debate com a população, o primeiro aconteceu no Acre o segundo em Roraima. E que pelo menos mais sete federações serão contempladas com a CPI, sendo que os próximos estados serão Pernambuco e Maranhão.

“Resolvemos criar a CPI por sabermos que o Brasil possui as tarifas mais caras do mundo, sendo que somos um dos paises mais ricos em fonte de energia. A população reclama e com razão. Precisamos nos organizar e montar uma solução para que os brasileiros não sejam tão lesados. Em cada estado que visitamos, ouvimos mais sentimentos de preocipação e isso nos ajuda copm os problemas de cada região”, disse.

Ow dois principais pontos discutidos foram o índice de perdas Ceal e o ICMS que incide sobre a conta de energia, que em Alagoas é de 27%. Sobre o assunto, o presidente da Companhia, Flávio Decat, afirmou que a instituição não tem condições de ser tornar maior que os 16% determinados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O deputado Mauricio Quintella, responsavel pela vinda da CPI e um dos integrantes na comissão, comentou que o objetivo não foi investigar a Ceal, mas discutir o índice de perdas Ceal e o ICMS. “Esperamos que caia ainda mais a tarifa. 16% é um número bom, mas não para Alagoas, que é um estado pequeno e com uma grande população de baixa renda.

CPI

A CPI foi instalada no último dia 18 de junho, com o intuito de investigar os procedimentos usados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para calcular os reajustes das contas de luz. Na época, com a leitura do requerimento de instalação, feita no plenário, os deputados resolveram adotar medidas para medir e coibir as altas taxas.